Contexto Histórico da Escola SENAI Horácio Augusto da Silveira

Esta escola SENAI homenageia o educador paulista Horácio Augusto da Silveira, que implantou a rede de escolas profissionais no estado. Foi criada para atender às necessidades da indústria paulista, dando ênfase à formação de aprendizes.

O prédio localizado à rua Tagipuru, 242, Barra Funda, foi projetado pelo escritório Ramos de Azevedo no ano de 1945, passando por várias adequações:

Patrono

Horácio Augusto da Silveira nasceu em Castro, no Estado do Paraná, dia 1º de janeiro de 1885, filho de João Ramos de Aguiar e Maria Augusta Zacarias, tem seu sobrenome SILVEIRA, originário de sua avó, descendente de antiga família gaúcha.

Aos 9 anos de idade, órfão de pai, veio residir em Piracicaba com tio, onde concluiu o curso primário, mais tarde, sob o estímulo do tio Padre Alarico Zacharias, formou-se pela Escola Normal em Piracicaba no ano 1905. Sua nomeação inicial no Magistério remonta aos 23 de janeiro de 1905, como Professor da Escola do Barro do Pântano, em Simão, removido para a Escola de Cravinhos no ano seguinte, posteriormente, para o Grupo Escolar de Ribeirão Preto, indo para Sertãozinho, onde ampliou o quadro de escoteiro e equipes de esportes.

Por Decreto de 30 de janeiro de 1918, foi nomeado Diretor do Liceu de Artes e Ofícios de Amparo, data que assinala o seu ingresso no Ensino Industrial. Em 1923, por Decreto de 26 de maio, foi nomeado Diretor da Escola Profissional Feminina da Capital. Com a criação da Superintendência da Educação Profissional e Doméstica pelo Decreto nº 6604, de 13 de agosto de 1934 foi nomeado Titular do novo órgão do ensino.

O Professor Horácio Augusto da Silveira galgou todos os postos de sua carreira brilhante graças aos seus esforços pessoais, seu valor moral e inteligência ativa.

Graças a ele, as duas Escolas Profissionais da Capital de São Paulo puderam contar com a formação de Mestres, através de Cursos de Aperfeiçoamento. Procurou colocar o Ensino Industrial em consonância com as necessidades de mão de obra, de mestres e técnicos na indústria de São Paulo e, ainda, introduziu o Ensino Agrícola Médio, em ligação com o Industrial, junto ao homem do campo. Daí surgiram as Escolas Profissionais Agrícolas-Industrial.

Escreveu numerosas monografias sobre o ensino profissional em São Paulo, de conteúdo histórico, técnico administrativo.

Emérito professor, da juventude a velhice, realizou-se por si mesmo, profundamente modesto, quase tímido, era possuidor entregue tanto de um alto grau da dignidade pessoal. Seu trabalho não era de alarde, mas era poderosamente eficiente e obstinado.

Seu pensamento e sua ação voltavam-se exclusivamente para questões de ensino, e durante mais de 35 anos apenas ao Ensino Profissional.

Dele poder-se a dizer que, ao morrer, em 16 de dezembro de 1959, desfalcou-se o patrimônio moral do país de uma personalidade rica de humanismo e o Ensino Industrial de seu trabalhador tutela.